Quando o chão se torna seco, subo as colinas onde o ar salgado das suas águas alcançam meus cabelos… Aguas profundas que abrem guelras no meu pescoço e fecha as fendas do meu coração… Trocando por algumas horas minhas asas por tuas espumas.
Quem me dera se fossem constantes as direções de suas ondas… Quem me dera poder deixar minhas asas e adotar definitivamente as escamas…
Minha dualidade é tão restrita quanto a extensão de suas águas, tão poluídas… Quem dera não tivesses engolido tantas embarcações agora já apodrecidas…
Agora apenas me contendo com o sal de minhas lágrimas… guardo para mim numa caixa de vidro as minhas coisas.
Responsabilidades, você disse… sem saber que negligenciou as tuas por um prato de lentilhas.