Ontem eu li num site pessoal de uma pessoa que conheço, um perfil zodiacal cujo simbolo refere-se à sua data de nascimento e fiquei reflexiva…
Segundo a pessoa, que disse ter ficado impressionada com o texto que encontrou em algum lugar por aí na internet, não acredita nessas coisas, mas precisou dar o braço a torcer, pq (ao meu ver) a opinião da pessoa que escreveu é a mesma em concordância com a pessoa dona do site.
Então, li.
Eu conheço esta pessoa já há muito tempo, de conviver junto e tudo o mais, e já tive a oportunidade de presenciar muitas coisas a respeito dela, e já ouvi suas queixas e percepções quanto à sua própria vida, e, baseada restritamente nestas informações coletadas (pela minha humilde observação e da boca da própria pessoa), concluo que o texto não passa de mera massagem ao ego. Quase nada condizendo com a realidade de quem esta pessoa é.
Todo mundo ama e procura ler ao seu próprio respeito coisas boas.
Até mesmo quando se trata de defeitos, quer ler ou ouvir defeitos que remetem coisas positivas, como força, por exemplo. Aliás, seja defeito ou qualidade, no fundo do ser mais humilde da face da terra, ele procura ouvir que possui poder e força.
O texto em questão não fugia deste parâmetro, pois remetia poder, independencia, força, soberba.
Tenho argumento inclusive pra informar uma à uma das coisas que li e que não condizem à pessoa, mas não vem ao caso, pq se a pessoa em questão fica com uma relativa melhora em sua estima ler de algum desconhecido glórias ao seu respeito, que seja feliz! Quem sou eu pra destruir sonhos infantis alheios? Deixe os outros com seus sonhos que eu fico feliz com os meus.
A questão é aceitar ou não, uma interpretação do seu desconhecido “eu”.
Todo mundo quer ser alguém importante. Pra alguém, ou pra todo mundo.
Todo mundo quer ser reconhecido por algo bom.
Ninguém é diferente…
Mesmo que ouça mentiras ao seu próprio respeito, muita gente busca incessantemente ouvir de alguém que julgue ser entendido do assunto, quem ele (o indivíduo buscante) realmente é. Mas, só coisas boas, por favor…
Algo incrível que seus próprios olhos ainda não encontraram.
Besteira.
Mais fácil ouvir groselhas alheias do que buscar sozinho saber quem é.
Da minha parte, independente de qual filosofia saia a opinião alheia, seja de signos, simbolos, astros, cálculos matemáticos, física quântica ou o que for, se alguém vier descrever (sem me conhecer de verdade, nem sequer saber quem sou eu), generalizando comportamento, personalidade, caráter ou qualquer coisa do gênero, por mais fidedigno que o chute da pessoa for com a minha própria opinião ao meu respeito, eu a rejeito.
Aceitar que uma pessoa qualquer, (formada e gabaritada em algo, ou apenas curioso) venha e diga algo sobre você (exceto se a pessoa te conhece, ela pode expressar a impressão dela sobre sua opinião pessoal de como ela te vê), à torna soberana sobre você.
E, soberano sobre mim, só existe Deus. Deus é o único que sabe de todas as coisas ao meu respeito, principalmente (e começando por estas) as que não conheço. Ele sabe meu pior defeito. Ele conhece minha falha de carater, Ele sabe da minha força, Ele mesmo desenhou em mim todas as minhas qualidades, Ele acompanhou-me desde minha formação embrionária até meu atual estágio de amadurecimento. Ele e mais ninguém. Esploda-se qualquer opinião ao meu respeito, provinda de qualquer ser humano.
A gente ouve o que as pessoas pensam ou vêem da gente.
A gente tem opiniões formadas ao nosso respeito.
E as vezes, juntando tudo, não chega ser exato nem 2%.
Lidar com a própria opinião já é difícil… lidar com a opinião alheia ao seu respeito é ainda pior.
Se não vão com a sua cara e inventam coisas ao seu respeito, e, outorgam personalidade e caráter à força ao seu respeito, se submeter à esta imagem é deixar que este indivíduo mante em sua vida, no seu modo de ser e de agir.
E isto eu não admito.
Eu tive um namorado, que durou 5 anos, e de me observar e andar comigo, ele concluiu uma coisa ao meu respeito: “Tatiana, você é indominável”. Ouvi e aceitei sua opinião, mas não me classifico assim. Porque tenho consciência que tudo está à sua porta, aguardando uma escolha.
Escolhi ser indominável. Mas posso de uma hora para a outra decidir o contrário. E, depois, sem aviso prévio, voltar a ser indominável. Sou livre. E isto se aplica às minhas escolhas.
Tem pessoas que me odeiam, me repudiam e tem medo de mim, devido esta liberdade que tenho de escolha. Porque nunca sabem como eu vou agir, ou falar, ou reagir. E a idéia é esta mesma. Não quero que se acostumem comigo como se acostuma com a paisagem. Não faço parte da mobília.
Não dou permissão à ninguém me deduzir.
Quer saber algo sobre mim? Pergunte. O resto é balela.