Tá, vc vai lá, dá aquele apoio, fica horas ouvindo conversa fiada… pra dar apoio, afinal, a pessoa precisa e tals…
Tá, vc engole sapo, finge que não viu, não se envolve, afinal, coitada damiga…
Tá, vc cata a condução, gasta dinheiro que não tem, puxa aquele saco… tudo pra se mostrar presente pramiga.
Daí, vc chega num ponto que até se pergunta: putz, pq eu to fazendo isso mesmo?
“amiga” rude, metida a besta, se acha a única bolacha do pacote, desagradável, acha que vc tem que suportar crises existênciais de gênio-super-pop-criativo dela e não observa suas particularidades, se vc está cansada, se vc precisa de uma força… nada.
pior, amigarganta. Conhece?
Sabe aquelas minas que até inventam coisas onde não existe só pra chamar atenção?
Tipo: “olhem pra mim, olhem pra mim, pra mim, eu, eu, eu!”
Tipo, saco, miga!
Tá… importado né?
Não é que eu descobri um fornecedor?
E, não é que o fornecedor é um distribuidor comercial de grande porte de brinquedos comuns?!?!
já era, miga!
depois de tudo, da falsidade, da fofoca, do teatro e da síndrome de buraco negro*, acha mesmo que eu vou deixar a história contada como está?
desculpe, mas… hã… não.
um dia é da caça, outro é do caçador…
não é interesante como as coisas ficam depois que a gente altera a ordem dos fatores?
bora fazer conta pra ver se o produto será o mesmo…
*(síndrome do buraco negro: tudo centraliza nela, tudo se direciona a ela, tudo é engolido e desaparece perto dela, subsistindo, só ela, a pessoa)