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Eu tinha um amigo no serviço que achava um absurdo extraordinário a namorada dele gastar uma nota preta comprando Melissas…
Coitado… ele não entende nada, sabe como é… Melissa.
Você mulher entende.
eu entendo.
Mas ele, pobrezinho…
Faltava até o fôlego pra respirar, alegando estupefato: “onde já se viu gastar todo aquele dinheiro numa tira de plástico”
Cara, levei muito tempo pra entender do que ele tava falando.
Foi uma longa conversa de coleta de dados, de descrições e tudo o mais, pra finalmente deduzir que era de um calçado que ele tava falando.
Ele queria morrer com os olhos da namorada saindo estrelinhas de olhar as vitrines do Shopping, acompanhado daqueles gritinhos femininos quando vc encontra algo encantador na sua frente.
Claro que não é toda mulher que ama uma Melissa, existem estilos dos mais diversos quando o assunto é calçados.
Se eu não fosse mulher pra geneticamente saber disso, tenho um tio, um primo e outros parentes que são representantes comerciais, vendedores e atuantes no mercado de calçados. Eu mesma já trabalhei com isso.
São diversos os estilos, os materiais, as marcas e o público alvo destes itens impressindíveis do nosso vestuário.
Nunca fui viciada em sapatos.
Embora eu goste de sapatos diferentes e tenha muitos pares, não é esta a minha prioridade quando estou perdida num shopping com dinheiro na mão, meio deprimida ou com problemas na auto-estima… rs
Minha mãe é completamente viciada em calçados.
Na década de 80, que eu era criança, pode crer que vi minha mãe usar toda a espécie de moda ou tendência da época, e, segundo seus relatos, todas as coisas punks e psicodélicas da década de 70, ela usou com muito gosto, escandalizando os passantes na rua com seus decotes e sapatos.
Eu particularmente morria de rir com meu amigo esbravejando sua incompreensão quanto às Melissas, lembrando sempre da minha mãe.
Ele dizia sempre que se vc quer ficar rico tinha que abrir uma empresa de futilidades femininas, ou era inutilidades femininas? Agora não lembro.
Claro que seria muito estranho se um homem fizesse coleção de calçados, principalmente pq a quantidade de modelos, estilos, cores, tipos e público-alvo de um calçado masculino seja quase insignificante se comparado à diversidade do calçado feminino.
Mas acho que ser empresária de futilidades masculinas também daria muito dinheiro.
Só não descobri ainda que tipo de coisa eu poderia empreender nesta perspectiva.
O que realmente importa é ser feliz na sua futilidade e seguir em frente.
Afinal, de quem é o dinheiro que você “tá jogando ralo abaixo”? O seu.
E, como diz minha tia, a gente trabalha pra isso mesmo.
Pra comprar as suas coisas.
Sábias palavras da Titia…
Este vídeo que escolhi particularmente pra abordar o assunto aki embaixo é excelente.