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No início, eu até fiz careta quando tomei conhecimento do que se tratava a história que aos poucos virava febre no meio dos adolescentes. O motivo é que eu fui gótica num passado meio distante (de criança à adolescente), e sinceramente são lembranças que prefiro descartar.
Gostava muito de vampiros e tals… Músicas sombrias, muito clássico (de músicas à leitura), e devo dizer que isso era um imperativo nas minhas distrações juvenis. Realmente, se cabe uma observação, contos ingleses eram meus preferidos. Li muitos livros de escritores ingleses, muita literatura de todo o tipo, pra dizer bem a verdade. Porém, sempre achei Shakespeare um saco. Romeu e Julieta era sem sombra de dúvidas nenhuma a história que eu mais odiava. Porque apesar de minha alma estar absolutamente absorvida por sombras, lagrimas e depressão da mais profunda, o que me mantia ainda viva era a esperança de existir um final feliz, pelo menos para os outros (já que eu não tinha esperanças disso pra mim mesma)
Longo caminho de morte percorri por anos a fio, mas a faze mais negra durou mesmo apenas 2 anos. Mais precisamente dos 10 aos 12 anos de idade (sim, crianças também poder se tornar góticas), mas finalmente fui libertada e fui melhorando aos poucos.
A primeira coisa que eu fiz, foi me enjoar desse assunto de vampiros.
Mas não Aguantei de tanta curiosidade e fui assistir Lua Nova… que decepção. O filme era muito ruim. Mas mesmo assim, foi uma excelente diversão… Fui com a minha irmã e a gente adorou o Jacob sem camisa quase o filme todo…
Mas me disseram que o livro era muito melhor.
Então quase morri de tanta curiosidade e lá fui eu e comprei o livro “Crepúsculo” e até postei aqui no blog.
Depois de muita enrolação, com medo de me decepcionar de novo, terminei um que estava lendo, tomei coragem e disse: vou ler esse aqui. Afinal, eu já tinha comprado… devia ler. E escritores ingleses possuem um certo encanto pra mim, então comecei tímida, e aos poucos, me percebi voraz, engolindo com angústia folha por folha.
Não é algo que eu possa comparar à novela “Brumas de Avalon” – que li desesperadamente inteira e morreria pra comprar toda a coleção pra mim, caso sinta vontade de ler de novo (li emprestado), mas o livro é bom sim.
Fui lendo e lendo e me deparei na seguinte fala de Edward:
“Me deixa… angustiado… ficar longe de você” – fofo. Exagerado mas fofo.
e depois:
“Você é, agora, a coisa mais importante do mundo pra mim. a mais importante de toda minha vida” – *.*
É de fato um romance absurdamente adolescente. Mas não é muito difícil de entender o porque as meninas se apaixonam pelo Edward do livro… se bem que o ator não é nem de longe a descrição da Stephenie Meyer.
Paixões avassaladoras tipicas da adolescência, somadas às síndrome de “Bela e a Fera” – engraçado que as moças possuem o mesmo nome.
De todo o jeito, mesmo sendo um conto fantástico com muitos itens que eu não gosto, devo mesmo dizer que é uma leitura agradável. Até esqueço das minhas preocupações pesadas (pra mim, pelo menos), quando estou entretida com o livro. Sem contar que este tempo úmido e loucamente chuvoso tem muito haver com as descrições do ambiente da história, o que ajuda muito na hora de me desconectar do mundo real e mergulhar na fantasia.
Ler realmente é uma atividade que me dá muito prazer. Um excelente remédio.
: )