Eu andava um tanto quanto desligada… off.. não no sentido de não prestar atenção nas coisas, mas coisas é que estavam apagadas, sem cores.
De vez enquando eu fico desligada no sentido de não perceber as coisas, mas nesse caso, me refiro àquele desligamento que o mundo já não importa mais…
(costumo ficar assim de sexta-feira, num grau menor…
)
Aconteceram coisas desagradáveis, descartáveis… que me fizeram me sentir descartável.
Mundo cão.
Serviço num mundo selvagem, observações num habitat “simba safari” (aquele em que as bestas/feras ficam soltas e vc é quem está preso… filosofando – ando reflexiva… rs)
Sei lá.. de repende, tive um “plim”
Não, nada haver com um homem, afinal, embora seja a mais incrível criação de Deus, o mundo não gira só em torno disso… pelo menos, não o meu… rs
Também não arrumei um emprego novo (o que é uma pena… esforços é que não faltam… é q o mercado ainda não descobriu a minha genealidade… rs)
Muito menos aumentaram o meu salário (quem dera)… o aumento de 0,3% na folha de pagamento da prefeitura PMDBista ainda está em discussão na câmara dos deputados…. Ô Sr. Tiririca, que tal dar uma asselerada no processo?
Enfim… (digo muito esta palavra… vou começar a usar sinônimos pra redação não ficar chata…
)
Voltando ao assunto…
Me deu um “plim”.
Acho que foi o remédio. Deve (finalmente) estar fazendo efeito… ou o show de domingo… mas ainda voto pelo remédio.
Tive uma vontade bem grande de fazer algumas coisas…
Fiz uns “remembers” básicos…
fiz uns esboços, uns rascunhos, uns testes… juntei umas coisas, arrumei minhas gavetas…
…
Quando a gente participa de um evento, no término dele, o correto é se fazer um feedback. No evento eu fui, mas não tinha ainda feito um feedback.. ok, feedback, lá fui eu… antes tarde do que nunca… feedback… gostei de escrever esta palavra… feedback… espero não tê-la escrito errado…
(rodeando)
Fui num evento culinário, cujo intuito era degustação e troca de informações.
Entre experimentações, risadas e vinho branco, cada um que se inscreveu para participar, fez uma demosntração do que julgou ser a melhor receita pra se levar num ajuntamento de blogueiros malucos. Malucos por diversas coisas, mas em comum, cozinhar.
Fiquei sabendo do evento extremamente em cima da hora. Basicamente 12 horas antes.
Na correria, levei uma receita de família (coisinhas da vovó), que inventei de mudar na hora… uns ingredientes a mais, uns a menos.. dei uma variada, incrementei ali… mas nada de sofisticado… ainda era uma receita básica.
Achei que seria muito “simplisinha”, “balinha vermelhinha”, mas me saí bem! (não, não testei a receita antes. Não, não levei pronto de casa – muita gente fez isso), fiz lá mesmo, na hora… com direito a tirar dúvidas pelo telefone..
“Vó, é a Tata, como é que é aquele negócio mesmo?”
Bêbada eu não achava onde estavam as minhas anotações dos condimentos…
Tudo girava… e olha que eu só tomei vinho… bem, só tomei vinho… ![]()
Mas comi também!
E comi bastante.
Tinham doces, salgados, guarnições, petiscos, carnes, peixes, pães… nossa… uma loucura.
Tinham fotógrafos tb.
Fotografos especializados em comida.
o quesito era aparência do prato.
comida, bem ou mau, todo mundo faz.
comida boa, faz que sabe fazer, quem treina, quem faz muito… quem faz sempre… já não é pra qq um…
comida com cara de comida, com cara boa, faz quem tem capricho (lembro da mãe de uma colega que fazia uma comida incrível que tinha uma cara que era um pesadelo… embrulhava o estômago de olhar… era deliciosa… mas, haja coragem pra dar a primeira garfada…)
Agora, prato enfeitado… meu, isso eu não sei fazer.
Cozinho, e cozinho muito bem…
escorrego no tomate se fico nervosa na hora (preocupação de me sair bem), mas quem é que se preocupa com alguma coisa com a cabeça cheia de levedura???
Não arrisquei muito, pq não sabia o que esperar dos pratos… levei uma receita mediana… boa, barata, fácil, salgada, diferente mas nem tanto… diria que mais um na multidão. Não seria um escândalo, mas tb não passaria vergonha.
Depois do evento, andei ensaiando na cozinha de casa, outras coisas que eu podia fazer… mas de nível fácil à mezzo…
Mas hoje, no meu ápice do processo produtivo, somada a muita fome, decidi o que fazer na próxima edição do evento…
Macarrão, qq analfabeto culinário pode fazer.
Pra quem desconhece receitas de massas, tem macarrão industrial, que, bem cozinhado fica uma delícia…
Quem não conhece o ponto de uma boa massa (sim, isso existe, não é lenda urbana… conheço gente que não sabe cozinhar macarrão…) ainda existe o miojo ou derivados, ou similares… (ah, fala sério, qq um faz miojo… será que existe alguém que não sabe fazer miojo???)
O segredo está no molho.
Bem, inventei um molho hoje…
Não sei se no dia vou fazer algum macarrão, ou alguma massa deste tipo… posso até fazer uma massa… mas pra ser sincera, não sei o que vai acompanhar o molho que eu inventei (ainda sem nome).
Andei treinando enfeitar meus pratos…
Preciso dizer que, do meio do ano pra cá, melhorei mega.
Pra mim, comida boa retratava-se num prato vazio.
Beleza interior da gastronomia… sorriso de satisfação e estas coisas…
A arte de ser um ogro devorador diante de uma peça de porcelana…
Mas não!
Aprendi este ano que a comida pode sim (e pq não?) ser uma arte à se admirar (por pouco tempo, eu diria… lugar melhor pra comida é dentro do organismo…
)
Fiquei refletindo em como servir…
Outra arte, porém esta, não desconhecida por mim…
Não curto este esquema “self Service”, ou de festinha de escola (5ª série) que vc “monta” uma mesa e fica de lado (ou em volta, ou em cima, depende dos convidados), em q o mais rápido come mais… acho isso feio, deselegante…
Americano demais pro meu gosto.
Em algum lugar eu tinha que utilizar a montanha de normas, regras e procedimentos de servir comida em algum lugar…
(cara, um dia escrevo um post contando todas as coisas bizarras que aprendi quando criança em casa, a respeito de “regras, normas e procedimentos”)
Vejo o ato de servir, uma arte.
Teatral eu diria…
sedução…
O prato precisa envolver quem irá degustá-lo…
A apresentação dele vai além de sua aparência… (coisa que eu particularmente não ligava muito – aparência enfeitada e artesanal da comida… quase uma mobília…)
Ainda não desenvolvi, ou melhor, não concluí nenhuma apresentação-teatral-envolvente para meu prato incógnita + Molho sem nome, mas penso algo até lá…
Então, envolveu a logística do processo…
Sim, uma Logística formada em faculdade pública, deve dar o mínimo de precisão naquilo que estudou por 4 anos e meio né? Nem sabia o quanto gostava dessa profissão, nem o quanto eu tinha nascido pra ela até chegar no último ano da faculdade…
(Assunto! Tatiana, não se perca… voltando… rs)
Como levar? (o que levar?)
Como apresentar?
Como fotografar?
Como servir?
Que materiais eu vou precisar?
De que fabricante?
Até que preço me disponho a pagar? (de onde vai sair este dinheiro? – lê-se: quais sacrificios serão outorgados para tanto?)
Onde preparar? (oras… molho bom é molho fresco… o molho terei que fazer lá; e se for massa, tb terá que ser feita lá. Massa boa é massa preparada não muito em cima, mas tb não muito depois…)
Tempo… preciso quantificar a minha produção…
Insumos frescos…
Compactação de volumes… transporte…
Ufa…
É, aprendi mesmo tudo o que me ensinaram na faculdade… e (pasmem) dei uma aplicação prática pra todos aqueles conceitos chatos que eu vivia pegando DP na facul…
Sem perceber, havia feito um feedback…
Fiz um balanço do que eu fiz e não ficou legal, lembrei coisas que outros fizeram e ficou legal, anotei o que fiz e deu certo… juntei novas idéias, fiz testes, experimentações, anotações… cotação de preços, distribuidores, lojas, produtos…
Praticamente um planejamento.
Apesar de ser uma pessoa inserida num mundo virtual, curto garimpar no mundo real.
Afinal, degustação de comida tem que ser pessoalmente. Ninguém se alimenta de fato olhando foto.
E, em foto, a gente coloca um mundo… um mundo que não necessariamente é real… sorrisos que não são reais, situações que não são reais… jogo político de palavras e imagens…
(saturada disso… quero um mundo novo… um mundo real que eu não preciso ficar me preocupando com o que eu vou dizer, se os outros vão ouvir e o que os outros vão falar…)
Perda de tempo.
Entre listas de compras, filosofias sócio-políticas, planilhas de custos, cartões de visita de fornecedores, rascunhos e anotações, de repente vi que uma flor nasceu no meu jardim de inverno…
No escuro das pedras do forte…
No centro do saguão… nasceu uma flor…
(quem me conhece sabe o QUANTO eu A-M-O flores, plantas, verde… jardins… – minha forma de explicar o mundo… rs, livros e jardinagem… entre outras coisas)
Acho chato ser deduzida.
As pessoas sempre erram.
Os outros adoram sentar na sua frente e analizar quem vc é, baseado no que acreditam que veem.
Confesso que as vezes faço isso. É um costume inerente ao ser humano. Mas eu não fico falando pros outros: “você é assim e assado”. Guardo pra mim… ou escrevo no meu diário…
Chato a imagem que os outros fazem de mim.
Até hj, ninguém acertou. E, detesto tentativas.
Saco cheio de interpretações equivocadas, mal entendidos por conta disso… só mais espaço pra abertura de novas e velhas feridas.
Fujo de interpretações… corro de braços abertos pra me atirar no caos…
(uma vez que não posso fugir dele… rs)
Mas, voltando às panelas…
Eu podia fazer um apanhado geral de palavras a respeito de tudo o que eu gosto… e mesmo assim não seria uma descrição exata de quem eu sou.
De algumas coisas eu tenho certeza:
- Meu coração já está ocupado… sorry.
- Amo a Deus mais que tudo na vida… mais até que a minha vida mesmo…
- Meu destino está nas mãos de Deus (de onde não pretendo tirar os cordões)
- Cozinhar é a minha paixão
- Tocar e ouvir músicas é a minha voz (embora eu geralmente escolha o silêncio… nenhuma música é mais bonita pra mim)
- Escrever são os meus olhos (não o centro do meu universo)
- E construir com minhas mãos, é a melhor coisa do mundo. Seja o que for.
Independente dos instrumentos, dos meios ou dos assuntos… não quero ninguém tentando ser Deus na minha vida, deduzindo quem eu sou ou deixo de ser. Não quero ninguém tentando desenhar o meu destino. Nem a mim ele pertence, quanto mais à um terceiro… Nem esperem um padrão no meu comportamento ou idéias… viver é uma aventura! Alguém já disse isso… rs
Criando e recriando minha própria forma de interagir com o mundo…
Uma hora chego em algum lugar…
livre… totalmente livre…